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XI Caminhada de Lésbicas e Bissexuais, V Jornada Lésbica Feminista Por que e para que?

Uma Série de atividades culturais e políticas compõem a jornada lésbica feminista para marcar o mês do orgulho LGBT e a XI Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Saiba mais sobre todas as atividades e entenda porque participar é importante.

XI Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo

No dia que antecede a 17ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo ocorre a caminhada em luta contra a violência, o preconceito, invisibilidade de lésbicas e bissexuais, contra a discriminação sexista.

O Tema da caminhada deste ano é : O Estado é Laico! Construindo Direitos, Desconstruindo preconceitos: Basta de Lesbofobia!

A caminhada ocorre desde 2003, no ano passado mais de 3000 pessoas caminharam juntas pela visibilidade lésbica e contra a lésbofobia.

Este ano o encerramento da caminhada conta com um palco na Praça Roosvelt com shows de Joana Flor, Santa Claus, Dona Selma Vai a Feira, Luana Hansen e Anti-Corpos e as Djs Lix e Barbara Deister ( Festa Catch Me! Bh).

A concentração para caminhada ocorre no Vão Livre do Masp as 12:30.

Conheça o Cartaz

V Jornada Lésbica Feminista 

Na semana que antecede a Caminhada acontece a Jornada Lésbica Feminista. Nela ocorrem, debates, oficinas , rodas de conversa e são apresentadas ferramentes de empoderamento para mulheres.

Acompanhe a Programação:

29 de maio

Mesa de Abertura da V Jornada Lésbica Feminista 
O Estado é laico! Construindo direitos, desconstruindo preconceitos: basta de lesbofobia!
Horário:19h00
Local:União de Mulheres de São Paulo Rua Coração da Europa,1395

30 de maio

Oficina de enfrentamento à violência familiar lesbofóbica
Horário:10h00

Pausa para Almoço
Horário:13h00

Mesa sobre feminismo e lesbianidade
Horário:15h00
Local:União de Mulheres de São Paulo Rua Coração da Europa,1395

 31 de maio

 Análise de conjuntura: o movimento lesbo feminista em diferentes contextos regionais 

Horário: 10h00
Local:União de Mulheres de São Paulo Rua Coração da Europa,1395

Conheça o Cartaz

Les.Bi Fest

O Les Bi Fest acontece no Dynamite e abre os eventos com muita música, diversão, propósito e luta. A festa acontece no dia 17 de maio e a renda do evento é toda revertida para a Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. O valor mínimo da entrada é de R$ 10,00 , mas como trata-se de uma festa para arrecadar fundos, nada te impede de pagar 15, 20, ou o quanto quiser. A Caminhada e a Jornada acontecem com o esforço pessoal de quem acredita na necessidade e importância desta luta, diferente da Parada do Orgulho LGBT a Caminhada e a Jornada Lésbica não recebem nenhum tipo de incentivo financeiro para que ocorra só por isto já vale a pena participar e contribuir além de e é  garantia de dinheiro bem empregado. Além de contribuir com a Caminhada você ainda curte Dedilhadas, Zuba, Marina Lomaski, Natoka , Gabi e Andréia e um Show com a primeira monobanda feminina a Bloody Mary una Chica Band.

Vem confirmar sua participação no evento do facebook -> http://www.facebook.com/events/460465647362455/?ref=22

Conheça o Cartaz

Acompanhe o texto político da Caminhada, saiba porque vale a pena sair de casa, porque esta atitude pode ser representativa, pode mudar a sua vida, a minha vida, a vida de quem você ama. Nem todas nós estamos na mesma situação familiar, financeiras, amorosa, mas todas nós estamos na mesma situação social. Mobilize-se!

O Estado é Laico! Construindo Direitos, Desconstruindo preconceitos: Basta de Lesbofobia

Duas mulheres lésbicas agredidas dentro de um trem. Não bastasse, o segurança ignorou. Não bastasse, o delegado ironizou sugerindo alteração de horário de trabalho das mulheres. Duas meninas caminhando de mãos dadas pela rua, à noite, voltando do trabalho. De moto, dois homens passam e atiram: uma é atingida com dois tiros no tórax e um na cabeça; outra com um tiro na cabeça.
Ambas morrem no local, uma ao lado da outra. O suspeito? Ex-namorado de uma. Homens não suportam mulheres ousadas e nem serem “trocados” por uma mulher. Várias violências, de caráter estrutural e oriundas do machismo e patriarcado. Um só nome: lesbofobia. Ou ódio aos relacionamentos entre duas mulheres.

A violência não acontece só contra mulheres, ela acontece também entre mulheres. É um tabu a ser desvelado. Uma das causas desta violência é a disputa de poder nas relações afetivas, e não a disputa de gênero. A partir disto, podemos considerar que uma mulher também pode ser a agressora e ter atos agressivos. Há inclusive a necessidade de se fazer uma autocrítica. Não estarei cometendo algum tipo de violência contra a mulher que está comigo? Acreditar neste mito é, portanto, invisibilizar e silenciar esse sofrimento e essa dor, fruto única e exclusivamente da invisibilidade das relações lésbicas dentro da nossa sociedade.

Misoginia, Machismo e Lesbofobia sempre caminham juntos e se retroalimentam todo o tempo. Produto do aprendizado geração a geração.
Estado Laico – quando o Estado não tem religião oficial. Como, então, repartições públicas brasileiras ainda exibem símbolos religiosos cristãos? Temos que exigir a imparcialidade e a separação de Estado e religião. Não é possível que a fé de alguns impeça a felicidade de muitos. As religiões podem impor condutas aos seus fiéis, mas não podem impor ao conjunto de brasileiras e brasileiros. Quanto mais poder tiverem as religiões, menos direitos teremos. Recentemente, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou permissão para religiosos interferirem nas leis brasileiras, que poderão questionar decisões judiciais como a legalidade da união estável para casais de mesmo sexo, aprovada pelo STF(Superior Tribunal Federal), em maio de 2011.
Parlamentares fundamentalistas, divididos entre católicos e evangélicos, quando não estão legislando em causa própria, se unem para subtrair ou negar Direitos como a legalização do aborto, a legalização das drogas e os Direitos da população LGBT, em especial, mulheres lésbicas e bissexuais. Estas pessoas pregam e disseminam o ódio em suas crenças. Alguns, aliados a profissionais sem escrúpulos, elaboraram projetos como o da “Cura gay”, que vai contra a Resolução 1 de 1999 do Conselho Federal de Psicologia que proíbe que profissionais da área atribuam caráter patológico à orientação sexual. Aliás, a homossexualidade deixou de ser classificada como doença pela Associação Americana de Psicologia em 1973 e, em 1985, pelo Conselho Federal de Medicina no Brasil. Este projeto configura como uma extrema opressão a sexualidade. O pensamento do senso comum acredita que a heterossexualidade é uma vivência afetivo-sexual que deve ser seguida obrigatoriamente por todas as pessoas da nossa sociedade. E, assim, negam preconceituosamente a existência das diferenças de orientações sexuais e identidades de gênero. Por isso, lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans são terminantemente condenadas ao erro e à invisibilidade. Suas sexualidades são sufocadas no cotidiano onde a heterossexualidade é entendida como obrigatória e certa.

Espaços que, em teoria, deveriam ser de defesa dos Direitos Humanos, estão sendo usurpados por pessoas como o Pastor machistaracistahomofóbico Marco Feliciano. Infelizmente, ele não está sozinho, tem a companhia de bolsonaros e malafaias. Já que querem discutir cura, por que não discutem a cura da intolerância que é um grande mal para a sociedade? Tudo que é aprendido, pode ser desaprendido,
ninguém nasce intolerante, torna-se intolerante, diria Simone.

Sabemos que o preconceito nasce na família e se fortalece na escola e demais espaços de socialização. As mulheres lésbicas e bissexuais já sofrem discriminação apenas por serem mulheres, piorando a situação quando são negras e pobres. Nosso Estado ainda não acordou para a importância da educação inclusiva não machista, não racista, não sexista e não LGBTfóbica.

Essa violência toda é a resposta a nossa maior exposição, não representando a visibilidade. Invisíveis dentro da sociedade, quase nem aparecemos em pesquisas, estas teimam em nos ignorar. Quase não há informações sobre saúde lésbica por exemplo. Algumas mulheres, por acreditarem que ao fazer sexo com outras mulheres, não necessitam realizar seus exames preventivos. Os profissionais de saúde também não
estão preparados para recebê-las. A abordagem sempre é baseada na saúde reprodutiva, o que afasta mais as mulheres lésbicas e bissexuais dos consultórios.

A muralha da intolerância está posta, mas não é intransponível. Buscamos a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde demonstrar amor por alguém do mesmo sexo não cause estranheza e desconforto a ponto de culminar em selvageria e violação dos Direitos Humanos.

A nossa luta é todo dia contra o machismo e LGBTfobia!!! E, por isso, realizamos ações políticas como a Caminhada e a Jornada Lésbica Feminista 2013. Essa é a 11ª. edição da Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo e a 5ª Jornada Lésbica Feminista que realizamos, coletivamente. Apesar da mídia nos sub-retratar em seus veículos e sempre menosprezar nossa militância, continuamos na luta. Nesses últimos dez anos, estivemos na rua, com nossas bandeiras, buscando visibilidade e lutando para mudar a realidade de opressão.

Ainda te faltam motivos para sair as ruas? Então dá uma olhada em mais alguns motivos AQUI ;)