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Sobre Começos e Recomeços

Era uma noite de domingo quando recebi o convite para me tornar colunista aqui no True Love. O dia havia sido típico de verão carioca, com direito a sol, praia, risos e conversas. Ao chegar em casa, enquanto relaxava e já praguejava contra a segunda-feira que se aproximava, abri meu email e nele, o convite. Ao analisar prós e contras, eu só consegui pensar: por que não?

Recém-chegado aos 30 anos (onde planejo permanecer por muito tempo), sou daqules que viram a internet :crescer e dominar o mundo. Se antes ela era coisa de “gente rica”, com a popularização do acesso, hoje é possível vermos computadores e laptops em qualquer residência, conectando qualquer pessoa ao mundo virtual. Pois é, eu sou de antes disso.

Meu primeiro blog remonta à 2003, quando, em companhia de uma amiga da época, criamos uma página para destilar nossos pensamentos e besteiras quaisquer. Depois disso, tive um blog particular, só meu, durante anos, mas que não dizia respeito a quem eu mesmo era, afinal, eu ainda não sabia/tinha coragem de admitir que era gay e que era possível ser um cara normal apesar da minha orientação sexual. Foi somente em 2007, com o Confissões a Esmo (que atualmente é o Fragmentos do Autor) que passei a escrever sobre o meu verdadeiro cotidiano, sobre a minha vida, medos e anseios. Conforme diria Nelson Rodrigues, a vida como ela é.

O interessante é que em cada um desses blogs eu mostrei um pouco de mim, mesmo que, algumas vezes, escondendo bastante também. Em cada um houve um recomeço e, talvez, uma reinvenção de mim mesmo para que pudesse me tornar o homem que sou hoje em dia que, tenho certeza, não  há de ser igual ao Autor de amanhã.

Agora, com esse texto inicial, novas possibilidades se apresentam e me sinto motivado a abraçá-las. Dessa forma, aos que já me conhecem, fico feliz em “vê-los” por aqui também; aos novos leitores, antes de mais nada, peço desculpas pela prolixidade, mas dou boas-vindas e peço que sintam-se à vontade nesse novo espaço. É o Autor de sempre, começando, recomeçando, vivendo. E, claro, escrevendo sobre essa nossa, desculpem-me a incoerência, adorável vida besta.